
COSMÓPOLIS
Camilo Tavares, Otávio Cury e Cói Belluzzo. Doc. 55’. Brasil. 2005
Um negro campeão de karaokê na Liberdade, um menino com avôs muçulmanos, judeus e japoneses, um pedreiro que trabalhou na construção do Copan e outros personagens paulistanos curiosos ajudam a contar a história da quarta maior cidade do mundo.
OTÁVIO CURY: Nasceu em São Paulo, em 1971. Formado em Engenharia Agronômica pela USP. Seu trabalho de estréia no cinema foi o documentário São Paulo dos Imigrantes, de 2004.
CÓI BELLUZZO: Nasceu em São Paulo em 1976. Formado em Comunicação pela Escola Superior de Propaganda e Marketing. Trabalhou como assistente de direção e montador na produtora O2. Cosmópolis é seu primeiro filme.
CAMILO TAVARES: Nasceu na Cidade do México. Formado em Cinema pela Escola de Comunicações e Artes da USP, em 1995, com especialização na Cidade do México. Entre seus trabalhos estão: Nó na Garganta; Cara-Feia (1994), Un Poquito de Água (1995), Educação Escolar Indígena (2003), Quem Sabe Faz a Hora (2004) e Estradas das Vidas (2005).
FICHA TÉCNICA
Direção, roteiro e edição: Camilo Tavares, Otávio Cury e Cói Belluzzo;
Produção: Rodrigo Meirelles, Leonardo Kehdi Jr., Otávio Cury e Cói Belluzzo;
Música: Thiago Cury, Mau Sacht e André Namur;
Fotografia: Rodrigo Menck
FESTIVAIS E PRÊMIOS
10º Festival de Documentários ‘É Tudo Verdade’, 2005
Instituto Cervantes de Damasco, Síria, 2007.
Tate Modern Gallery, Londres, Inglaterra, 2007.
33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, 2008
Sitio web: http://www.mutantefilmes.com.br/
Cosmópolis from Rodrigo Menck on Vimeo.
Lendo sobre este documentário na web, descobri uma excelente sinopse escrita pela jornalista e blogger Karolina Gutiez, no seu blog ‘Anseios da Alma’ http://anseiosdaalma.wordpress.com/2009/09/
Cito:
“Um negro de alma nipônica, vencedor de dois títulos de karaokê japonês. Um italiano, que atrás do balcão de uma loja de ferramentas faz poesias. Um nigeriano, “filho” de Ogum, casado com uma médica, filha de lituanos. Uma portuguesa, que com sucata cria peças para vender numa feira de antiguidades. Um descendente de sírios, que cresceu vendo o pai negociar tecidos e hoje “embrulha” clientes até falando coreano. Um egípcio, filho de mãe judia e pai muçulmano, casado com uma japonesa, que é um dos maiores vendedores de kipá de sua cidade. Uma boliviana, que mesmo longe de casa, ainda tem o prazer de participar de um legítimo carnaval boliviano. Uma professora coreana, que ensina o idioma de origem para crianças fora da Coreia.
O que essas pessoas têm em comum? Todas elas vivem em São Paulo. E amam a cidade que os acolheu, os deu trabalho e permite que vivam, juntos, pacificamente. É o que retrata, com genialidade e algum suspense, o documentário Cosmópolis (2007/Camilo Tavares, Otávio Cury e Cói Belluzzo). O filme mostra o crescimento da cidade, muito por conta do suor desses imigrantes, que incluem ainda os brasileiros vindos de outros cantos. Dá um certo orgulho ouvir, por exemplo, a senhora portuguesa dizendo, com pesar: “Eu poderia ter nascido aqui”.